Gabriel Medina é campeão na piscina de ondas do Surf Ranch

Medina é campeão na piscina de ondas

O Brasil segue fazendo história com mais um feito inédito no World Surf League Championship Tour 2018. Os brasileiros comandaram o show na primeira etapa disputada na piscina de ondas perfeitas criadas por Kelly Slater em Lemoore, no deserto da Califórnia. Gabriel Medina foi o campeão do Surf Ranch Pro e Filipe Toledo ficou em segundo lugar. Esta foi a sétima vitória brasileira consecutiva, nas oito etapas da temporada. Foi a segunda seguida de Medina, que diminui a vantagem de Filipe na briga pelo título mundial. Agora, vem as duas provas da “perna europeia” que ele venceu no ano passado, em outubro na França e em Portugal.

E o blog que tem surfe na alma não poderia falar de outro assunto, tão importante para o esporte brasileiro. São impressionantes sete etapas seguidas terminando com vitórias brasileiras, nas oito disputadas este ano. Só a primeira foi vencida por um australiano, Julian Wilson. Depois, só deu Brasil!

Piscina de ondas

O desejo de todo surfista é surfar ondas perfeitas, sem crowd (muita gente) e a qualquer hora independente das condições climáticas. No entanto, as piscinas de ondas não são novidade, mas ganhou fama graças ao Kelly Slater. Há cerca de dois anos, Slater deu o que falar com sua máquina de surfe, no deserta da Califórnia.

Piscina de ondas Surf Ranch
Os líderes do ranking da WSL, Stephanie Gilmore e Filipe Toledo. Foto: WSL

Em meio a muitos testes, eis que surge uma “praia” com ondas perfeitas que correm mais de 30 segundos. Numa relação harmônica entre o formato do fundo, com a velocidade que se imprime ao empurrar a água. Além de tubos, esta engenharia também possibilitou a formação de paredes para manobras. Para se ter uma ideia, a onda começa com uma parede, se transforma em tubos velozes, depois mais paredes e finaliza com mais um tubo. O que pode se chamar de “a onda do sonhos”.

No início do ano, durante a Founders’ Cup of Surfing, a WSL – sócia majoritária do Surf Ranch – divulgou um pacote para quem quisesse surfar na Kelly Slater Wave Co. Sim, é possível! Por uma bagatela de U$ 9.500, além de U$ 300 com taxas de reservas. Ou seja, por cerca de 32 mil reais é possível surfar por uma hora. Woooow!

Entretanto, esta não é a única piscina de ondas do mundo. O Goofy Blog fez o dever de casa e selecionou algumas das melhores. Confira!

Piscina de ondas Wavegarden
A onda artificial da Wavegarden. Foto: Reprodução

Wavegarden

Com tecnologia desenhada para gerar 120 ondas por hora, a lagoa de surf fica na Espanha e seu projeto consiste em esquerdas e direitas, que correm simultaneamente. Com aproximadamente 1,20m, a onda corre durante 20 segundos sem perder a potência e a forma. Criada pela Wavegarden, empresa líder nesta tecnologia, esta instalação foi criada apenas para testes e pesquisas. Infelizmente, não é aberta ao público, apenas para alguns sortudos.

Piscina de ondas Emirados Árabes
A piscina de ondas Wadi Adventures, no Emirados Árabes. Foto: Reprodução

Wadi Adventure

Como um verdadeiro oásis, no meio do deserto dos Emirados Árabes existe uma piscina de ondas da melhor qualidade e com água refrescante. Nada mal! Localizada na cidade de Al Ain, a uma hora e meia de carro de Dubai, é um verdadeiro paraíso para os surfistas. Um verdadeiro parque de diversões com esquerdas e direitas, em uma sessão de 46 ondas que quebram a 90 segundos cada. O tamanho das ondas pode ser alterado para maior ou menor e, em uma hora tem surfe até cansar as pernas. Bom demais!

Piscina de ondas Snowdonia
A Snowdonia fica no Reino Unido. Foto: Reprodução

Snowdonia

Localizada no Reino Unido, o Surf Snowdonia Adventure Park é um resultado da Wavegarden que deu certo e que já foi palco de campeonatos de surfe. Trata-se de uma lagoa, do tamanho de seis campos de futebol, com ondas poderosas.

Piscina de ondas Disney
Mais diversão na Disney. Foto: Reprodução

Disneylândia

Agora você já tem uma boa desculpa para levar as crianças para a Disney. Com boas ondas de até 2m, o Typhoon Lagoon Water Park fica em Orlando, Flórida, EUA. O parque oferece sessões privadas para surfistas mais experientes. O Kelly Slater e o Dylan Graves já remou nessas águas. Na falta de um bom swell, vale a pena encarar as ondas do Mickey.

Para quem pode, basta fazer as malas e a reserva. Enquanto isso, esperamos ansiosos por projetos inovadores como a Wavegarden aqui no Brasil. Na torcida!

ALOHA!

Vivi 😉

 

Tahiti: paraíso de ondas perfeitas e água cristalina

Tahiti paraíso de ondas perfeitas

O Tahiti Pro Teahupoo abriu a sétima etapa do World Surf League Championship Tour e não poderíamos deixar de te mostrar a vibe deste lugar. Um verdadeiro paraíso na terra com tubos de água cristalina, tão azul quanto o céu e ondas perfeitas.

Tahiti paraíso de ondas perfeitas
Teahupoo, a onda dos crânios quebrados. Foto: WSL

Teahupoo, sem dúvidas, é uma das ou quem sabe a onda mais casca grossa do planeta. Para chegar no pico (local onde os surfistas pegam a onda) já uma grande aventura, pois é preciso pegar um barco. A bancada de corais já intimida pela rasa profundidade, um caldo (queda da prancha na onda) pode ser mesmo fatal.

Jordy Smith surfa nas ondas perfeitas do Tahiti
O surfista sul-africano Jordy Smith clicado no momento do drop. Foto: WSL

A surfista de ondas grandes Maya Gabeira já passou sérios apuros em agosto de 2011, quando encarou o mega swell chamado de Code Red, provavelmente o maior da história do Tahiti, com ondulação de 15 pés e período de 15 segundos. Esses números significam que a onda era realmente potente e rápida.

Paraíso de ondas perfeitas
O palanque da WSL entre os corais e as montanhas. Foto: WSL

Já deu pra sentir a vibe do surfe e, mesmo assim, é um dos lugares mais procurados pelos surfistas. Teahupoo fica em uma vila na costa sudoeste da Ilha do Tahiti, na Polinésia Francesa, em meio a paisagens deslumbrantes, cercada de montanhas, praias de areia branca, s em contar os nativos que são bastante acolhedores.

Jack Fristone nas ondas perfeitas do Tahiti
Ondas potentes e bancada rasa de corais: combinação fatal. Na imagem, o surfista havaiano Jack Fristone. Foto: Kelly Cestari / WSL

A melhor temporada para o surfe (o casca grossa) vai de abril a outubro quando o swell entra bonito e as ondas quebram de 4 a 15 pés. Já para quem quer pegar umas ondas sem muito risco só chegar entre os meses de novembro a março, onde as ondas podem chegar entre 3 a 8 pés.

Os principais picos são:

Vairao – Um reef breck para a esquerda, onda longa e cavada;

Maraa – Onda rápida e pesada que quebra para os dois lados, esquerda e direita;

Taapuna – Neste pico funciona bem três sessões, sendo a primeira com ondas longas e rápidas; a segunda sessão já é mais curta e a bancada mais rasa; a terceira funciona raramente e é muito perigosa;

Tamae – Para os regulares, uma direita longa e consistente, considerada uma das melhores da Polinésia;

Haapiti – Para quem gosta de remar até o pico, vale a caída, pois é uma esquerda grande e potente;

Para levar na mala, um kit para remendo na prancha (as ondas são fortes, portanto é fato que você vai quebrar sua prancha), protetor solar (básico), repelente e botinhas de coral. Vale a pena também levar máscara snorkel, câmera è prova d’água e beber bastante água entre as sessões de surfe. Lycras e wetsuits leves e estojo de primeiros socorros. Os corais são venenosos então deve tomar bastante cuidado com infecções.

No quiver (o conjunto de pranchas), pranchas para ondas cavadas de 3 a 18 pés de tamanho, leash (cordinhas) bem resistentes e com diversos tamanhos, é sempre bom.

Tahiti paraíso de ondas perfeitas
A tradicional cerimônia de boas vindas dos polinésios. Foto: Kelly Cestari / WSL

A capital do Tahiti, Papeete, possui lugares em conta para hospedagem, que cobram cerca de 50 dólares, apenas para dormir. Na Ilha de Moorea, que fica ao lado, existem outros lugares que pagam entre 30 a 40 dólares a noite. Mas pode separar até uns 100 dólares por dia incluindo refeição, a boa é viajar, no mínimo, em dupla para poder dividir as despesas.

Tahiti paraíso de ondas perfeitas
O final de tarde na Polinésia Francesa. Foto: WSL

Para comer, a opção mais econômica são as lanchonetes, pois as refeições são caras. No entanto, os trailers que ficam próximos à praia, em Papeete, servem diversas opções com preços mais acessíveis.

Alguns detalhes como, falar um pouco de francês para se comunicar com os locais, separar uma grana para alugar carros e barco fazem toda a diferença. O transporte no Tahiti não é barato, bem como as pranchas também são caras, pois o governo local controla a entrada de saída dos equipamentos nos aeroportos.

Pronto, com estas dicas agora é só arrumar as malas e partir para o Tahiti. E como o lugar é tropical, não esqueça de levar roupas leves, tênis e rasteirinhas que você encontra em nossa Goofy Store.

Carissa Moore reivindica primeira vitória da Supergirl Pro

Carissa Moore vence SuperGirl Pro

O Paul Mitchell Supergirl Pro é um evento de destaque para o surfe profissional feminino e continua a oferecer uma plataforma para algumas das melhores do mundo. Mas, no final, o cobiçado troféu pertencia à três vezes campeã da WSL, Carissa Moore, para fechar com uma performance cativante, no último domingo 29 de julho, em Oceanside Pier, Califórnia.

Moore enfrentou a brilhante e incoerente onda de dois a três pés de forma brilhante e superou a novata de 16 anos, Caroline Marks. Isso mostra a primeira vitória de Moore no Supergirl Pro em sua quarta tentativa.

Carissa Moore vence SuperGirl Pro
Carissa Moore vence SuperGirl Pro. Foto: WSL

“Estou muito animada por ter a minha primeira capa do Super Girl e esta é uma vitória muito significativa.  Estou feliz em poder competir um pouco melhor nas baterias, mas preciso manter a cabeça baixa, e apenas curtir a competição. Quando as condições são mais difíceis, é mais sobre o jogo do que sobre a performance, então eu apenas tentei adotar esta estratégia”, disse Moore.

Moore abriu com sua assinatura de power surfing e ganhou um excelente 7,67 (de um total de 10 possíveis) para começar, o que Marks quase igualou com um 7,00 de sua autoria. Mas, a havaiana acrescentou um 6,17 e colocou a pressão e o jovem talento não foi capaz de superar.

Carissa Moore vence SuperGirl Pro
Oceanside Pier, Califórnia. Foto: WSL

Moore mostrou sua experiência de veterana ao longo do dia, derrotando as colegas concorrentes da WSL, Bronte Macaulay na 5ª Rodada, Johanne Defay nas quartas de final e uma das competidoras mais consistentes da Supergirl Pro, Malia Manuel nas semifinais.

“Caroline [Marks] tem se destacado bastante e eu sabia que os juízes estavam gostando do que ela estava fazendo, então seria uma Final difícil”, acrescentou Moore. “Eu só precisava fazer o meu trabalho e contava com a ajuda do oceano. Acho que a chave é estar focada e saber o que você está fazendo. Tudo, além da disputa em si, é surfar contra você mesma”.
Carissa Moore vence SuperGirls Pro
Caroline Marks não resistiu e fechou em segundo lugar no SuperGirl Pro. Foto: WSL
Caroline Marks quebra recordes no QS Feminino

Marks ‘2018 continua a ser a melhor na história do QS feminino – já acumulando 22.200 pontos – e ainda faltam mais dois eventos restantes. A local de San Clemente, Califórnia, aproveitou o dia da final com incríveis atuações sobre os ex-competidores do CT Alessa Quizon na 5ª rodada e Dimity Stoyle nas quartas de final. Mas, um peso pesado com a ex-vencedora da Supergirl Pro, Coco Ho, destacou seu dia antes da final.

“Eu tenho uma família maravilhosa que me apoia, um grande treinador e algumas pranchas incríveis debaixo dos meus pés agora”, disse Marks. “Eu absolutamente amo competir e estou me divertindo muito este ano. Eu estava muito perto de vencer, mas fiquei muito feliz com a maneira que surfei, então eu vou levar essa confiança para a próxima semana”.

“Ter uma disputa com a Carissa [Moore] é demais, ela é uma das minhas ídolas e nos confrontamos em J-Bay. Mas agora estou tentando vencê-la, o que é engraçado”, acrescentou Marks. “Todo este evento foi muito divertido e ela é uma incrível surfista para acabar com isso”.

Aloha!

Vivi Mendes 🙂

 

Tatiana Weston-Webb focada em ser feliz nas direitas de J-Bay

Tatiana Weston-Webb focada no título mundial

Mais uma etapa do Circuito Mundial de Surf segue seu curso e, desta vez, a surfista Tatiana Weston-Webb está preparada para brigar pelo título da etapa de Jeffrey’s Bay, na África do Sul. Até do dia 16 de julho, as longas direitas sul-africanas será o palco de mais uma competição entre os melhores surfistas do planeta.

Tatiana Weston-Webb é a terceira melhor surfista do mundo
Tatiana Weston-Webb é a terceira melhor surfista do mundo. Foto: WSL

A novidade este ano é a chegada, atrasada e bem-vinda, das mulheres a esta parada do circuito. No entanto, é um admirável mundo novo onde as melhores surfistas estarão finalmente surfando uma das mais extensas e perfeitas ondas do Tour.

Indo para o Corona Open J-Bay, os holofotes estarão sobre as duas mulheres mais próximas a ganhar um título mundial nesta turnê: a americana Lakey Peterson e a australiana Stephanie Gilmore, que a derrotou por apenas 55 pontos.

Tatiana Weston-Webb termina em segundo na Austrália
Tati foi vice-campeã em Bell’s Beach, Austrália. Foto: WSL

Mas não muito longe de Gilmore está a terceira melhor surfista no ranking da Jeep: Tatiana Weston-Webb.  a brasileira-americana que surfa oficialmente para o Brasil. Para o surfe – e particularmente entre as mais bem classificadas, onde um punhado de australianas e havaianas dominaram o ranking por quase uma década -, o avanço de Weston-Webb é uma mudança monumental.

Tatiana Weston-Webb na Indonésia
Representando a bandeira brasileira em Uluwatu, Indonésia. Foto: WSL

Mas seus resultados competitivos também são um avanço pessoal depois de uma temporada difícil em 2017. Sua queda no ano passado (relativamente falando), para a número 10 do mundo, veio depois de fazer um respingo no Tour por dois anos seguidos. Ela havia chegado na WSL Championship Tour (CT) em 2015, armada com uma confiança impressionante e uma franqueza refrescante. Porém, terminou o ano como a nº 7. No ano seguinte, ela se saiu ainda melhor, conquistando seu primeiro evento do CT e se internacionalizando. Ganhar um Título Mundial tornou-se uma questão não de se, mas quando. Então veio 2017 e, de repente, Weston-Webb estava lutando para passar da 3ª rodada. Embora ela tenha se recuperado rapidamente, foi um choque depois de dois anos de um movimento ascendente.

Tatiana Weston-Webb e Leandro Dora
Com seu treinador Leandro Dora no Oi Rio Pro. Foto: WSL

Entretanto, perder oferece as maiores lições. E para Weston-Webb, que completou 22 anos em maio, a última temporada pode ter sido sua melhor, em termos de crescimento pessoal. Este ano, ela tem sido uma força com a qual se pode contar, recuperando-se de um tropeço inicial para melhorar sua carreira. Enquanto ela se prepara para bater os Supertubos na semana que vem, aqui está um vislumbre do que pode ser seu segredo para o sucesso, em uma entrevista concedida por meio da WSL.

Tatiana Weston-Webb e Jessé Mendes
Tati está sempre na companhia do seu namorado, o surfista profissional Jessé Mendes. Foto: Instagram

Você tem crescido muito em termos de resultados este ano. Como você se preparou para a temporada, o que mudou? 
Tatiana Weston-Webb: (Antes da temporada começar) Eu fui para Floripa, Brasil, onde meu treinador (Leandro Dora) mora e treinei com ele. Nós chegamos mais perto, o que é bom, porque não tivemos muito tempo um-a-um (antes disso). Yago (Dora) estava em um surfe e Adriano [de Souza] também. Eu estava para surfar (não importa as condições). Nós testamos as pranchas ao longo dessas duas semanas, e eu as liguei e assinei com a Sharp Eye. Então esse foi um grande passo com o meu equipamento.

Tatiana Weston-Webb na Indonésia
Tati durante competição na Indonésia. Foto: WSL

Depois fui ao Guarujá, onde Jessé (Mendes, namorado de Tatiana e novato de CT) vive e fiquei com ele e sua família. Tivemos uma celebração incrível para o aniversário dele com a família e um bom tempo. Especialmente falando sobre nossos planos para o ano. Nós já sabíamos que íamos viajar juntos e decidir se meus pais também iriam me acompanhar. Esta foi uma grande decisão para mim. Então agora meus pais não estão comigo (na estrada). Foi um grande passo na minha vida também. Minha mãe falou sobre isso da maneira mais engraçada. Ela disse: ‘Sabe quando você tira o bebê do leite materno? É como se eu estivesse tirando você da minha vida. Pais brasileiros querem te abraçar.

Como você abordou isso com ela? 
Foi bem difícil. Mas meus pais são realmente compreensivos e amam Jesse. Meus pais têm sido sólidos para mim e aprendi muito no ano passado, quando não estava tão bem [nas competições]. Foi decepcionante para eles e para mim às vezes, e para mim isso não é realmente tão incrível como uma atleta – estar perto de pessoas que você quer sempre fazer muito bem.

Tatiana Weston-Webb
Tati tem conquistado a todos com sua simpatia. Foto: Instagram

Meus pais são espertos. Eles não dizem algo que não precisam dizer, e se dizem alguma coisa, é por pura emoção. Mas para mim, acho que é importante na minha carreira e na minha vida ter minha própria conexão com o meu treinador e não ter nada que interfira nisso. Mesmo que meu pai tenha vindo para Snapper – ele veio, e então ele sabia, é por isso que ela não me queria aqui. Porque eu estava focado em ser uma pessoa feliz, independentemente dos meus resultados. E viver a minha vida normalmente, ou como normalmente uma pessoa pode estar no Tour.

Indo para a temporada, quais foram seus objetivos para o ano? 
Eu tive uma entrevista engraçada recentemente, e o entrevistador me perguntou isso. E eu disse: ‘Eu tenho que ter algum?’ Todo atleta é perguntado sobre essa questão. Para mim, meu objetivo é ser feliz. Viver uma ótima vida e ser um ótimo modelo. Para ser a pessoa que Jesse precisa que eu seja. Ou a pessoa que meus pais querem me ver. Meus resultados não vão me mudar como pessoa, absolutamente.

Eu estava pensando recentemente, a sensação de ganhar é incrível. Mas, realisticamente, quanto tempo dura a sensação de vencer? A sensação de ganhar – não dura para sempre. E eu sei que os atletas são viciados nesse sentimento, porque continuamos querendo isso. Não é apenas uma vez, queremos continuar ganhando e fazendo melhor e melhor.

Para mim, no momento em que você vence, você fica feliz e dura dois dias. Mas isso vai fazer você feliz a longo prazo?

Tatiana Weston-Webb em seu melhor ano
Tati tem conquistado seus melhores resultados este ano. Foto: WSL

Você sempre se sentiu assim? Ou é algo que você trabalhou para cultivar? 
É algo que eu recentemente disse a mim mesma. Quando cheguei na turnê, tive um primeiro ano incrível. E um incrível segundo ano – eu terminei em quarto no mundo. E então, no meu terceiro ano, terminei em décimo. E este é o meu quarto ano. Você pode olhar para alguém como Matt Wilkinson, que pode passar anos apenas se requalificando, e depois saltar para o segundo lugar no mundo. E talvez ele esteja mais feliz agora? Talvez ele tenha se renovado, eu não sei.

Tatiana Weston-Webb
Este ano a atleta reforçou seu quiver com novos equipamentos. Foto: Instagram

Quando se trata de fazer um grande surfista ainda melhor, temos que trabalhar muito nisso. Eu tenho trabalhado em tentar fazer a minha perna da frente dobrada o tempo todo, como Ace [Buchan]. Ele tem a técnica exata que estou procurando. Estou ansiosa para surfar como o Ace um dia.

As pranchas têm sido bastante surpreendentes, porque eu passei para a Sharp Eye em setembro do ano passado, e elas estão trabalhando como tapetes mágicos para mim.

E Leandro também é muito forte mentalmente.

Tatiana Weston-Webb
Seu desempenho dentro d’água reflete seu melhor momento. Foto: Instagram

De que maneiras? 
Ele é super positivo. Estamos sendo realmente positivos, energéticos e sentimentais. Estamos tentando encontrar uma conexão maior entre nós e o oceano. Não é algo que você pode dominar durante a noite. Eu já tive isso antes, então vai voltar para mim mais cedo ou mais tarde.

Tatiana Weston-Webb e seu treinador Leandro Dora
Conectada com seu treinador, Leandro Dora. Foto: Instagram

Como você abre esses canais? 
Ainda estou tentando descobrir como abordar isso. Eu tive meu psicólogo esportivo há alguns anos atrás. Ela era uma praticante linguística e me ajudou muito. Aprendi muitas técnicas maravilhosas com ela, para dizer a mim mesma o que estou sentindo, e como vou me imaginar, que tipo de emoções vou sentir  e continuar repetindo para mim mesma. O que eu vou estar vendo.

Tatiana Weston-Webb apresenta surfe progressivo
O surfe progressivo de Tatiana Weston-Webb. Foto: Instagram

Então estou incorporando isso com minha própria abordagem para montar um plano que funcione. Alguns dias você acorda e pensa, hoje é o dia. Eu vou estar em pânico! E então, alguns dias, você pode acordar e pensar, eu não me sinto tão bem. É fácil [deixar isso decidir por você]. Mas você sempre tem que decidir, hoje é meu dia.

Tatiana Weston-Webb representa oficialmente o Brasil
Tatiana Weston-Webb representa oficialmente o Brasil. Foto: WSL

Eu sempre fui mentalmente forte, mas também hesitei. Eu sou a mesma pessoa que entrou na turnê há quatro anos, mas aprendi muito mais. Meus resultados [não foram tão bons no ano passado], mas meu surfe foi o melhor de todos os tempos.

Então, estou trabalhando no surfe como quando ninguém está assistindo, porque é o momento que eu surfo melhor.

Tatiana Weston-Webb
Siga a Tati no Instagram @tatiwest. Foto: Instagram

Assista Weston-Webb e as surfistas do Championship Tour no Corona Open J-Bay feminino – 6 a 13 de julho. Assista diariamente ao vivo no Facebook.

Como o Brasil está representado no atual cenário do surf feminino

Em um país em que valorizam mais “os” atletas, temos várias e ótimas representantes dos mais variados esportes. E no atual cenário do surf feminino, o que não faltam são bons exemplos de surfistas de alta categoria, sobretudo com as olimpíadas de 2020 incluindo pela primeira vez o esporte.

Conhecer nossas representantes não é apenas dar um incentivo a seus trabalhos e conquistas, mas sim saber o valor e a qualidade que elas possuem e que podem ir além.

Então vamos conferir quem são nossas surfistas? E claro, onde você pode acompanhar suas competições e participações no cenário brasileiro e mundial do surf feminino.

Reconhecendo o cenário do surf feminino com nossas representantes!

Sophia Medina

Podemos dizer facilmente que a família Medina tem uma tradição no surf. Gabriel Medina conseguiu chamar um pouquinho mais da atenção com suas conquistas internacionais há alguns anos atrás. E é inegável que sua irmã, Sophia, também possua uma participação expressiva.

Sophia tem sido considerada um verdadeiro prodígio no cenário atual do surf feminino. Foi a primeira menina a vencer na categoria sub-16 de surf feminino pelo Hang Loose Surf Attack, um dos circuitos mais conhecidos da cena mundial. E ela só tem 13 anos! Ainda vamos ouvir falar muito dela, com certeza.

Marina Werneck

Mais do que competidoras, as surfistas brasileiras também incentivam e muito a cena com campeonatos e meios de revelar novos talentos. Uma delas é Marina Werneck, que está muito bem na ativa no circuito brasileiro e internacional.

Uma de suas iniciativas mais recentes para fomentar o cenário do surf feminino foi o “Seaflowers Digital”.  A iniciativa busca trazer novas promessas ao cenário do surf feminino, feito pela própria comunidade e para a comunidade.

Realizado na forma de um concurso, as participantes deveriam mandar vídeos delas próprias surfando, para serem avaliadas em júri especializado. A vencedora ganhou uma viagem para as Ilhas Maldívias acompanhadas da própria Marina, e teve um número expressivo de participantes.

Silvana Lima

É uma das competidoras mais acirradas que temos no surf feminino hoje. Silvana foi duas vezes vice-campeã do circuito mundial de surf promovido pela WSL, e já uma das condecoradas pelo Comitê Olímpico Brasileiro para participar das Olimpíadas de Tóquio. Não é pouca coisa, não é?

E só para mostrar o quanto a cearense de Paracuru está bem ativa, ela tem se preparado ativamente nos circuitos brasileiros. O mais recente foi no Oi Rio Pro’s Women 2018, realizado no litoral do Rio de Janeiro, onde ficou em 10º lugar.

Maya Gabeira

Mais do que uma surfista de respeito, Maya é uma atleta muito querida pela comunidade internacional. Em 2013, Maya sofreu um acidente na praia de Nazaré, em Portugal. A Praia do Norte, conhecida por suas ondas gigantescas, engolfou a surfista, que foi socorrida com muita dificuldade.

Agora em 2018, ela voltou à mesma praia, e com o mesmo objetivo. E desta vez, ela surfou a gigantesca onda de 24m, sem acidentes, e o recorde pode ser registrado no Guiness Book como a maior onda surfada por uma mulher.

Os nomes vão muito além, mas só com esses nomes, você já tem uma pequena palhinha do que é o atual cenário do surf feminino no Brasil. Confira estas e outras grandes figuras, e fazê-las ainda mais especiais. Até a próxima!

Como foi a etapa de Saquarema do WSL

A etapa de Saquarema da WSL terminou com boas ondas para o Brasil. As ondas do Rio de Janeiro deram à Filipe Toledo, o Filipinho, a vitória em terras tupiniquins. O Brasil teve 17 atletas na competição, sendo 14 homens e 3 mulheres. Mesmo com algumas zebras, Filipinho foi consistente e derrubou líderes do Ranking para se sagrar vencedor da etapa.

Uma das principais zebras veio para desbancar o maior nome do surf nacional. Nas quartas de final, Gabriel Medina teve poucas possibilidades com raras boas ondas, sorte do australiano Wade Carmichael, que aproveitou melhor as chances que teve e tirou Medina da competição. Carmichael teve um somatório de 11.40, e Medina acabou ficando com 3.63, abandonando a competição muito antes do que todos esperavam.

O australiano chegou à final da etapa e deu um grande salto no ranking, saindo do 16º para o 5º lugar. O 4º lugar ficou com Medina.

Filipinho venceu pela segunda vez a etapa, a primeira foi em 2015. Toledo derrotou o líder do ranking mundial, o também australiano Julian Wilson, nas semifinais. O brasileiro terminou a semi com ótimos 16.37, muito além dos 5.63 de Wilson.

Nas finais, a Barrinha assistiu a uma vitória contundente de Filipe, sem nenhuma chance ao azarão Carmichael. Por 17,10 contra 8,0, o brasileiro viu não só a vitória na etapa carioca, como também viu suas chances de título na WSL se tornarem mais reais do que nunca. Toledo subiu para o 2º lugar do ranking, ultrapassando o potiguar Ítalo Ferreira.

O próximo desafio na WSL acontece na Indonésia, no dia 27 de maio, domingo.

Conheça Helena Badari – Uma das idealizadoras do Projeto Goofy Inspira

A música é uma das coisas mais transgressoras que existe, pois consegue alcançar uma paz única em meio à correria do dia a dia. Mas cada um de nós tem um tipo de música que acalma e manda uma boa vibe para seguir a semana. podem ser músicas calmas, agitadas, instrumentais, isso depende do seu gosto musical.

Mas um estilo de som altamente relaxante e versátil é o acústico. Pode ser eletrônica, rap, samba, reggae ou rock, o acústico sempre vai casar bem com a música e dar um ar mais caseiro e tranquilo para ela.

Um dos principais talentos nessa cena musical é Helena Badari, que tem em seu som um quê de reggae moderno, unindo versões de músicas famosas a essa pegada mais leve, um som que flutua nos ouvidos.

Helena se apresentou pela primeira vez em 2010, na cidade de Joanópolis, que fica no interior de São Paulo. Porém, até o ano passado, a moça ainda tocava de forma amadora, apenas quando surgiam convites e na festa de São João da cidade. Assim que terminou sua faculdade de Educação Física, no ano passado, Helena decidiu entrar de cabeça na música e ingressou em uma banda chamada AôA, com quem fez shows até o início deste ano, quando conheceu seu parceiro musical, Luiz Waack, que é produtor e instrumentista.

A cantora afirma que a variedade de estilos e a abertura a novas influências é uma de suas motivações artísticas:

“Eu sempre gostei de MÚSICA. Costumo dizer assim, porque entendo que a música, assim como toda e qualquer manifestação artística, é democrática e permite esse intercâmbio de influências e estilos. Eu prezo muito por essa pluralidade! Em geral, eu toco mais música brasileira, mas também adoro algumas internacionais, clássicas e também da nova cena. Sou super curiosa pra conhecer novos sons. E a partir dessas referências, criar minhas próprias versões de canções que já existem. Mais recentemente, tenho começado a despertar meu potencial criativo com algumas composições minhas.”

Helena também é uma das idealizadoras do Goofy Inspira, projeto criado pela marca Goofy, com o objetivo de apresentar novos talentos que fazem covers de forma autônoma na internet. Servindo de porta para que esses mostrem seu talento e atinjam mais pessoas com seu trabalho. O projeto tem vídeos semanais em seu canal no YouTube e no Instagram da marca (@goofysince1987), dando mais visibilidade ao artista

“O Goofy Inspira eu topei participar justamente porque me sinto contemplada com a ideia. Primeiro porque admiro muito as preocupações que a Goofy tem em todo o processo de produção, sustentabilidade, estímulo de projetos sociais e trabalho manual. Isso pra mim faz muito sentido! Acredito que a gente faz a diferença global com nossas atitudes locais. E especialmente por enaltecer a mulher, a potência que existe em cada uma de nós! As infinitas possibilidades que todas temos.”

Dentre os projetos de Helena, está a releitura da canção Mun Rá, do rapper Sabotage. A versão da cantora tem um ritmo mais cadenciado do que o rap tinha originalmente, essa inclusive, é a mais vista do seu canal, já tendo sido ouvida mais de 1 milhão de vezes. Além de releituras de sucesso, Helena está trabalhando em composições de canções autorais e você pode acompanhar tudo isso no canal da Artista no Youtube clicando AQUI.

WSL – Etapa Saquarema – Acompanhe!

O WSL (World Surf League) chega em sua quarta etapa ao Brasil. Após completada a perna Australiana, com as 3 primeiras etapas, o mundial de Surf chega ao Rio de Janeiro para a etapa de Saquarema.

A competição que reúne grandes nomes do surfe mundial, como John John Florence, Kelly Slater, Julian Wilson, entre outros, contará com a participação de peso dos brasileiros, Gabriel Medina (primeiro brasileiro campeão mundial em 2014), Adriano de Souza (campeão mundial em 2015 e atual campeão da etapa do Rio), Italo Ferreira e Fellipe Toledo no masculino e no feminino com Silvana Lima e Tatiana Weston-Webb (essa com nacionalidade Havaiana e Brasileira, porém a partir de 2018 começou a defender a bandeira do Brasil nas competições).

O campeonato nasceu em 1976, e vem sendo a maior competição do esporte desde então. São mais de 180 eventos ao redor do mundo que definem os campeões masculino e feminino no Championship Tour, além das categorias Big Wave Tour, Qualifying Series, Junior e Longboard, e também o WSL Big Wave Awards.

A estrutura que vai receber a WSL dos dias 11 a 20 de maio para quarta, das onze etapas anuais que definem o campeão mundial, já começou a ser montada em Saquarema, que fica na bela Região dos Lagos do Rio.

Para os amantes do surf ou para aqueles que torcem para o Brasil vale a pena prestigiar de perto esse evento. A liderança atual do mundial está dividida entre o Australiano Julian Wilson e o Brasileiro Italo Ferreira. Caso o brasileiro vença em casa se tornará líder isolado da competição. Vale sua torcida!!

Para quem quer acompanhar a competição e não mora no Rio, as opções estão na TV paga ou sites que fazem a cobertura. O canal ESPN irá transmitir o evento ao vivo na TV, já o SporTV fará cobertura completa do evento em seu site, além do WSL que transmite todas as etapas ao vivo sem custo através de seu site oficial ou aplicativo de celular.

Seja pela TV, celular ou com os pés na areia, a ideia é mandar energias positivas para que os brasileiros tenham bom desempenho e um deles possa vencer a etapa somando pontos para a conquista de mais um título mundial para o surfe nacional no final do ano

 

Esse foi mais um conteúdo sobre o surfe nacional trazido pela Goofy. Até a próxima!

As melhores praias para começar a Surfar

O contato com a natureza é uma das melhores sensações quando procuramos atividades ao ar livre. Vivemos na maioria do tempo em uma selva de pedra, e a sensação de liberdade que lugares cheios de verde podem proporcionar é impagável. Por isso, têm crescido bastante a procura por esportes que possam ser executados no campo e na praia, o Futevôlei, Slackline e o Crossfit são alguns dos exemplos.

Mesmo assim, o Surf continua sendo uma das atividades mais procuradas, não só pela atividade física em si, mas pelo profundo contato com a natureza e o mar, e também pela cultura que carrega. Para quem tem interesse em começar a praticar o esporte, é um pouco difícil saber por onde começar e onde ir para aprender a pegar onda sem encontrar ondas muito grandes e tomar vários caldos.

Vamos listar aqui alguns dos lugares mais incríveis do Brasil para curtir a natureza, e de quebra aprender a surfar de uma forma tranquila.

 

Praia da Baleia – Litoral Norte de São Paulo

É uma ótima praia para começar, e um dos motivos é por ser um beach break (uma praia onde as ondas quebram em um fundo de areia), e os dois lados têm ondas ótimas para praticar. Além disso, as ondas são boas o ano inteiro, mas se destacam no inverno, com ondas mais cheias.

Praia da Barra da Lagoa – Florianópolis

O mar nessa praia não é forte, e mesmo sendo pequenas, as ondas não são cavadas, o que diminui bastante o risco de acidentes durante o treinamento. A praia tem 650 metros de faixa de areia, e é ideal para a prática de iniciantes, inclusive tendo uma galera praticando Stand Up e Longboard constantemente.

Praia da Macumba – Rio de Janeiro

Essa depende um pouco mais de como está o mar, mas normalmente o canto esquerdo, próximo à pedra, é onde as ondas quebram perto da borda, facilitando muito para quem está aprendendo. Quando mais cheia, é recomendada aos mais experientes.

Praia de Itamambuca – Litoral Norte de São Paulo

A praia é uma das mais procuradas para a prática do Surf, não só do Brasil, mas do mundo todo, tendo recebido até alguns campeonatos profissionais. Tem boas escolas de Surf, e por ser uma praia bem extensa, é perfeita para a prática.

Praia dos Ingleses – Florianópolis

Outra praia muito recomendada para a prática de iniciantes. A arrebentação das ondas é bem perto, e em dias em que o mar não está alto, facilita bastante a vida de quem está aprendendo.

É importante lembrar que com a ajuda de um bom instrutor, fica bem mais fácil o aprendizado e a prática, além de evitar acidentes.

Essas foram as dicas da Goofy para você começar a dropar suas primeiras ondas com tranquilidade. Até a próxima!

Teahupoo: a onda dos crânios quebrados

Começa hoje o Billabong Pro Tahiti 2017, com muitos tubos e fortes emoções em Teahupoo, Polinésia Francesa. O Brasil já fez história nesta competição quando o brasileiro Gabriel Medina conquistou a etapa de 2014.

Gabriel Medina campeão em 2014. Foto: WSL

Teahupoo é uma vila que fica na costa sudoeste da ilha do Tahiti. A profundidade do oceano passa abruptamente de 45 para 1,5 metro, em um recife afiado, formando uma onda furiosa e oca. Sua extensão pode variar entre 50 a 150 metros e até 20 pés de face. Tão pesada quanto um edifício. Imaginem tomar um caldo ou uma série de ondas na cabeça…

Caldo sinistro da Maya Gabeira. Foto: Reprodução

Pois este fato aconteceu com a surfista de ondas grandes Maya Gabeira quando passou por este susto, em 2011. Ela sobreviveu a uma vaca sinistra e um turbilhão de ondas em meio às pedras. Mas dois anos depois, Maya retornou em grande estilo para a glória e botou para baixo na “onda dos crânios quebrados”.

Superação em 2013. Maya Gabeira botando pra baixo. Foto: Reprodução

Sem dúvidas, Teahupoo proporciona um show de surf, mais precisamente tubos. Isso porque a anatomia desta onda não permite manobras. Durante a temporada de ondas e competições, esta bancada recebe um batalhão de embarcações, pranchas, ‘jet-skis’ e até barracas de praia improvisadas sobre a água. Um verdadeiro exército náutico para acompanhar a performance dos surfistas no melhor ângulo.

Momento histórico entre Kelly Slater e o saudoso Andy Irons. Foto: Aleko Stergiou

O surf foi contemplado pela primeira vez, no Tahiti, ainda no século XVIII, quando James King, que foi o tenente da terceira expedição do explorador britânico James Cook, viu em detalhes “nativos pegarem uma tábua, nadarem até a origem da ondulação, onde aguardavam a formação da onda e, deitando-se sobre a tábua, desciam pela crista e avançavam com ela em uma velocidade extraordinária”.

O havaiano Laird Hamilton dominando a fera, em 2000. Foto: Reprodução

Carinhosamente apelidada de ‘Cho-Po’ (como na pronúncia), uma das ondas mais intensas do mundo possui uma parede azul de água cristalina e só foi surfada há cerca de 15 anos. Por muito tempo, já foi considerada imprópria para o esporte, devido a sua parede muito íngreme. Foi então, em 2000, quando waterman Laird Hamilton abriu a porta de Teahupoo para o surf de ondas grandes no mundo.